Crítica e resumo do filme Alice, Darling (2023)

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O primeiro longa-metragem de Mary Nighy, “Alice, Darling” é um drama direto sobre ser pego na ressaca de um romance ruim. Os sinais reveladores parecem óbvios para quem está de fora, como seus amigos e telespectadores, mas para Alice, ela ainda está realizando a ginástica mental de justificar as exigências de controle dele para seu corpo, atenção e tempo e interpretá-los como amor e afeição. Ela está em uma posição defensiva e incapaz de ver o dano que o comportamento de Simon lhe causou, como ela teme pedir um tempo para si mesma, como ele se agarra sufocantemente à sua pele.

Nighy equilibra essas perspectivas tão generosamente quanto pode. Quase toda troca ou olhar nervoso de amigo para amigo ou amante para amante parece uma negociação de reféns. O que deveriam ser momentos de ternura entre o jovem casal, muitas vezes são rodadas cruéis de abuso verbal e emocional. A tensão da situação aumenta em cada encenação de confronto entre os dois ou em como Alice parece e se sente distante de seus amigos. Mesmo quando Simon não está fisicamente presente na cena, as consequências de sua presença são visualmente evidentes. É Alice isolada daqueles que realmente se importam com ela.

A obscuridade no relacionamento de Alice se transfere para a estética do filme graças ao diretor de fotografia Mike McLaughlin. O mundo de Alice parece um pouco menos brilhante do que aquele em que seus amigos vivem, como se ela só se aventurasse em dias nublados. Há um tom caloroso na viagem da namorada para a floresta, mas algo ainda parece estranho, como se a paz e a serenidade do local estivessem de alguma forma ausentes. Em um movimento que complica demais o drama já tenso em questão, o roteiro de Alanna Francis acrescenta um elemento de perigo à viagem deles por meio de uma subtrama sobre uma jovem desaparecida. Alice fica obcecada por ela, talvez de forma fatalista, e o mistério se torna uma desculpa para Simon aumentar seu controle sobre ela. Talvez seja um conto de advertência para Alice ou algo para convencê-la a escapar, mas nada disso é tão eficaz quanto sua jornada narrativa com seus amigos.

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